domingo, 18 de dezembro de 2011

Açorianos 2011 - Comentários de Caco Coelho e de Hermes Bernardi Jr.


 Em tempos em que Porto Alegre parece dominada pelo gosto de alguns poucos (e velhos) mandatários, é importante lembrarmos que apesar disso - da inevitável comodidade desses poucos e do apreço deles à fórmulas batias; apesar disso o público, a crítica e os próprios artistas da classe teatral gaúcha consideram Hotel Fuck um dos melhores espetáculos do ano. E sem dúvida alguma esse é o nosso maior prêmio. Parabéns a todos os bravos da nossa equipe! E que venha 2012, quando enfim cruzaremos a fronteira dessa cidade fantasma e erguiremos nosso Hotel em lugares mais acostumados a ousadias.

"(...) No topo das indicações ao Prêmio Açorianos de teatro deste ano, está o esforço hercúleo, traduzido num espetáculo orgiástico, realizado pela Santa Estação, sob a direção de Jezebel de Carli, Hotel Fuck - Num Dia Quente a Maionese Pode te Matar. Jezebel de Carli é uma mestre do teatro gaúcho que tem o cerne de trabalho no teatro-físico. Desta feita, levou sua trupe e convidados para um set de gravação, mixando artes, expondo a céu aberto uma engenharia de grande fibra. Quando o teatro avança, solidamente, é chegada a hora de grandes transformações. Evoé!"

Caco Coelho, diretor e pesquisador, em texto publicado no Correio do Povo, em 10 de Dezembro de 2011. Para ler o texto na íntegra, CLIQUE AQUI


"Diones, meu querido, Hotel Fuck é, de fato, tua excelência em dramaturgia. Assisti a todos os episódios neste último finde e preciso dizer: te reconheci em cada palavra dita por cada uma das personagens. Tu está ali, na boca de cada homem, de cada mulher e de cada "transgênero" (hahahahaha). O espetáculo é uma festa! Tua cara. Era pra ti, te falei... O trabalho é resultado de toda a competência da Cia. Santa Estação, agora, contigo por perto. Fica feliz por que muita gente ficou e outros ficarão também. Toda estrada será pouca pro Hotel."

Hermes Bernardi Jr., escritor e jurado do Prêmio Açorianos 2011, em mensagem pessoal para Diones Camargo, autor da peça, publicado via Facebook.

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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Hotel Fuck é a Campeã de Indicações ao Prêmio Açorianos de Teatro 2011

Hotel Fuck recebeu 10 indicações ao Prêmio Açorianos de Teatro, incluindo Melhor Espetáculo, Melhor Direção, Melhor Dramaturgia, Melhor Ator e Melhor Atriz.

Há cerca de uma semana, na noite de 05 de Dezembro, foram divulgadas as listas dos indicados aos melhores de 2011 nas artes cênicas produzidas no RS. O Prêmio Açorianos de Teatro e Dança, organizado pela Coordenação de Artes Cênicas e pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre, elege as produções locais que mais se destacaram durante a temporada teatral. Como já era esperado, a saga Hotel Fuck - Num Dia Quente A Maionese Pode Te Matar, a mais recente produção da Santa Estação Cia de Teatro, desponta como a favorita, com 10 indicações ao prêmio, incluindo as categorias mais importantes: Melhor Espetáculo, Melhor Direção, Melhor Dramaturgia, Melhor Atriz (Larissa Sanguiné), Melhor Ator (Denis Gosh), Melhor Atriz Coadjuvante (Gabriela Greco) e Melhor Ator Coadjuvante (Jeffie Lopes), além de outros prêmios técnicos. A peça em 3 episódios dirigida por Jezebel de Carli e escrita por Diones Camargo (autor de Andy/Edie, Teresa e o Aquário, Nove Mentiras Sobre a Verdade, e dramaturgista de O Mapa_, espetáculo que também concorre este ano em 9 categorias, incluindo Melhor Dramaturgia), já havia recebido em Setembro o Prêmio Braskem Em Cena de Melhor Ator para Denis Gosh, e recentemente ganhou o Prêmio Myriam Muniz com um projeto de circulação que prevê para 2012 apresentações em 4 cidades brasileiras, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.

A cerimônia de premiação acontecerá amanhã a noite, dia 16 de Dezembro, às 20h, no Teatro Renascença, com entrada franca e transmissão ao vivo pela TVE. Abaixo, a lista dos indicados ao prêmio em teatro adulto (para ver a lista completa, incluindo teatro infantil e dança e o Prêmio Mais Teatro Revelação, clique AQUI):

Prêmio Açorianos de Teatro 2011:


ESPETÁCULO

> A Mulher Sem Pecado
Melhor Espetáculo
> A Tecelã
> Hotel Fuck – Num Dia Quente a Maionese pode te Matar  
> O Mapa_
> O Fantástico Circo-teatro de um Homem Só


DIREÇÃO 

Melhor Direção: Jezebel de Carli
> Jezebel de Carli (Hotel Fuck – Num Dia Quente a Maionese pode te Matar)
> Patrícia Fagundes (O Fantástico Circo-teatro de um Homem Só)
> Paulo Balardim (A Tecelã)
> Caco Coelho e Beto Russo (A Mulher Sem Pecado)
> Daniel Colin (Breves Entrevistas com Homens Hediondos)


DRAMATURGIA

Melhor Dramaturgia: Diones Camargo
> Daniel Colin e Grupo (Breves Entrevistas com Homens Hediondos)
> Diones Camargo (Hotel Fuck – Num Dia Quente a Maionese pode te Matar) > Patrícia Fagundes e Heinz Limaverde (O Fantástico Circo-teatro de um Homem Só)
> Paulo Balardim (A Tecelã)
> Diones Camargo e Tatiana Vinhais (O Mapa_)


ATRIZ

Melhor Atriz: Larissa Sanguiné
> Claudia Lewis (A Bilha Quebrada)
> Francine Kliemann (O Mapa_)
> Larissa Sanguiné (Hotel Fuck – Num Dia Quente a Maionese Pode te Matar)
> Manoela Wunderlich (O Mapa_)
> Vanessa Garcia (A Mulher Sem Pecado)


ATOR

Melhor Ator: Denis Gosh
> Daniel Colin (Breves Entrevistas com Homens Hediondos) 
> Denis Gosch (Hotel Fuck – Num Dia Quente a Maionese pode te Matar)
> Heinz Limaverde (O Fantástico Circo-teatro de um Homem Só)
> Luis Franke (A Bilha Quebrada)
> Rossendo Rodrigues (Breves Entrevistas com Homens Hediondos)


ATRIZ COADJUVANTE

Melhor Atriz Coadjuvante: Gabriela Greco
> Ariane Guerra (Tartufo)
> Áurea Baptista (Mulheres Pessegueiro)
> Gabriela Greco (Hotel Fuck – Num Dia Quente a Maionese pode te Matar)
> Larissa Tavares (A Bilha Quebrada)
> Vika Schabbach (Ifigênia em Áulis + Agamenon)


ATOR COADJUVANTE

Melhor Ator Coadjuvante: Jeffie Lopes
> Carlos Cunha Filho (Ifigênia em Áulis + Agamenon)
> Jeffie Lopes (Hotel Fuck – Num Dia Quente a Maionese Pode te Matar)
> Marcos Chaves (Tartufo)
> Mauro Soares (Ifigênia em Áulis + Agamenon)
> Pablo Damian (O Mapa_)


PRODUÇÃO

Melhor Produção: Palco Aberto/ De Carli
> Carolina Garcia (A Tecelã)
> Francine Kliemann e Pablo Damian (O Mapa_)
> Palco Aberto Produtora e Jezebel de Carli (Hotel Fuck – Num Dia Quente a Maionese Pode te Matar)
> Luciano Mallmann e Manu Menezes (A Mulher Sem Pecado)
> Rochele Beatriz e Priscilla Colombi (O Fantástico Circo-teatro de um Homem Só)


TRILHA SONORA

> Edu Santos e Edo Portugal (A Mulher Sem Pecado)
> Marcos Chaves (Tartufo)
> Nico Nicolaiewsky (A Tecelã)
> Ricardo Pavão (Descrição de uma Imagem)
> Simone Rasslan (O Fantástico Circo-teatro de um Homem Só)


ILUMINAÇÃO

> Bathista Freire e Daniel Fetter (A Tecelã)
> Bathista Freire (Descrição de uma Imagem)
> Fabrício Simões e Leandro Gass (A Mulher Sem Pecado)
> Lucca Simas e Patrícia Fagundes (O Fantástico Circo-teatro de um Homem Só)
> Teatro Geográfico (O Mapa_)


CENOGRAFIA

Melhor Cenografia: Juliano Rossi
> Vicente Saldanha (A Mulher Sem Pecado)
> Cia. Caixa do Elefante, Alice Ribeiro e Rita Spier (A Tecelã)
> Juliano Rossi (Hotel Fuck – Num Dia Quente a Maionese Pode te Matar)
> Juliano Rossi (O Fantástico Circo-teatro de um Homem Só)
> Teatro Geográfico (O Mapa_)


FIGURINO

Melhor Figurino: Fabrízio Rodrigues
> Daniel Lion (O Fantástico Circo-teatro de um Homem Só)
> Fabrízio Rodrigues (Hotel Fuck – Num Dia Quente a Maionese Pode te Matar)
> Letícia Pinheiro, Isadora Fantin e Greta Assis (O Mapa_)
> Margarida Rache, Rita Spier e grupo (A Tecelã)
> Rô Cortinhas (A Bilha Quebrada)





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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Comentário de Antônio Hohlfeldt no Jornal do Comércio

MAIS UMA VEZ… O PORTO ALEGRE EM CENA
por Antônio Hohlfeldt*

"(...) Da produção local, quero destacar Hotel Fuck - Num dia quente a maionese pode te matar, ambicioso projeto da diretora Jezebel de Carli, a partir do texto de Diones Camargo. Na temporada aqui realizada, havia que se ir três noites sucessivas para se asssistir ao trabalho. Na versão pocket para o festival, o espetáculo teve a duração de quase cinco horas, sucessivas, no Teatro Renascença e no pátio do Centro Municipal de Cultura. Embora muito frio, principalmente para os atores, valeu o sacrifício. Criatividade, exigência técnica e cênica, mescla típica de temas e de perspectivas de abordagens típicas do pós-modernismo, em tudo fica evidente a ambição da diretora portoalegrense em relação ao trabalho, que mescla gêneros e tradições literárias, cinematográficas e teatrais, num resultado que é um verdadeiro transe teatral, graças ao Grupo Santa Estação Cia. de Teatro. Raras vezes, na cidade, se teve um trabalho tão cuidadoso e tão bem acabado. De novo, aqui, produção e elenco se equiparam quanto às responsabilidades, formando todos uma grande equipe, muito bem entrosada, sem o que o espetáculo seria impossível."

*Texto originalmente publicado no Jornal do Comércio, em 23 de Setembro de 2011. Para ler esta notícia na íntegra, na página do jornal, clique aqui.

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